No mês, o Biguá Venture Value FIA apresentou uma rentabilidade negativa de 3,83% contra uma queda de 5,09% do Ibovespa.
Já no período de 12 meses, o fundo obteve uma alta de 21,74% contra 5,68% do índice.
Destaque para o período de 60 meses no qual o fundo obteve uma rentabilidade de 93,78% contra uma alta de 50,95% da bolsa.
Já a rentabilidade anualizada nos últimos 10 anos está na casa dos 14%, segundo o site Morningstar.
No mês de agosto, tivemos uma reversão do sentimento do mercado, trazido por uma maior insegurança quanto a responsabilidade fiscal do governo, e uma maior desconfiança quanto ao cumprimento da promessa de déficit zero em 2024.
Mesmo com o início do processo de flexibilização da política monetária, o efeito prático no mercado se traduziu na famosa frase: “Sobe no boato, cai no fato”.
Tudo indica, que houve um excesso de otimismo no último rali iniciado em março, e após a publicação dos resultados do 20 trimestre, impactado pelas altas taxas de juros, levou a uma queda quase geral dos resultados das empresas listadas, e no preço das suas ações.
Já na carteira do Biguá Venture Value FIA, os destaques do mês foram as ações da São Martinho e da Mahle Metal Leve que tiveram altas de 8,0% e 5,6% respectivamente. Já as principais perdas vieram das ações da Natura e da Romi com quedas de 16,9% e 10,5% respectivamente.
No mês de agosto, tivemos a sequência da publicação dos resultados do segundo trimestre.
Destaque para os resultados de Mahle Metal Leve, Tupy, Randon, São Martinho, Natura e daremos também destaque a Mills e Track & Field que entraram na carteira recentemente.
Começando pela Mahle Metal Leve. Com desempenho muito bom, a empresa apresentou aumento de 9,8% na Receita Líquida, chegando a R$1,12 bilhões, influenciado pelo avanço do mercado de reposição, que com melhores margens ajudou o crescimento do EBITDA. Este atingiu R$254 milhões, alta de 40%. O lucro líquido ficou em R$168 milhões no trimestre, avanço de 68% frente ao mesmo período do ano anterior. A empresa segue mostrando seu maior valor, capacidade de adaptabilidade a qualquer dos cenários, aliada a uma governança de excelência.
Já a Tupy apresentou aumento de Receita Líquida de 17,3% chegando a quase R$3 bilhões no trimestre, quando comparado com um ano antes. Esse resultado positivo, contudo, não impediu queda de 18,8% no EBITDA, principalmente em função do fraco desempenho do mercado doméstico por conta da queda das vendas de caminhões. A empresa segue no processo de incorporação das unidades da MWM, que num primeiro momento gera uma pressão nos custos. Também, estamos acompanhando todos os movimentos relacionados a Governança da empresa, e por hora,
entendemos que não há qualquer influência ou mudança na estratégia da empresa. A acompanhar.
Mesmo com os desafios da indústria de caminhões, e com uma receita ligeiramente menor, a Randon conseguiu melhorar sua Margem EBITDA em 22,8%, chegando a R$444,4 milhões, frente a um ano antes. A empresa segue firme no seu processo de internacionalização, aliado a um grande investimento em inovação, que promete reduzir sensivelmente o peso dos seus produtos e custos de produção. Isso tudo usando a conectividade para aumentar a produtividade.
A São Martinho sofreu o impacto da estiagem, e seu resultado final foi uma queda de mais de 30% no lucro, mesmo tendo um aumento de mais de 15% na sua Receita Liquida e quase 7% no seu EBITDA. Apesar da pressão de custos, já há sinalizações de que o preço do açúcar continuará pressionado para cima e a demanda por etanol, segue se consolidando como uma alternativa para países em desenvolvimento dentro do processo de descarbonização.
Já a Natura apresentou números ainda pressionados pelo alto endividamento, mas que já tem a solução endereçada com a venda da AESOP por US$2,6 bilhões, que possibilitará a empresa focar na consolidação das operações da Natura e Avon na América Latina. A empresa também está estudando a venda da TBS (The Body Shop), o que mostra que a Natura está realmente empenhada a voltar a ser uma empresa altamente rentável.
Por fim, algumas linhas sobre a nossas novas posições em Mills e Track& Field.
Na primeira buscamos aproveitar a oportunidade de estar numa empresa que redesenhou seu modelo de negócios incorporando a locação de equipamentos da linha amarela e plataformas elevatórias, que atendem tanto a infraestrutura quanto a construção de imóveis, além do agronegócio e mineração. A Mills traz um modelo de Asset light que acompanha a tendência de desmobilização das empresas, que associado a um uso mais intensivo dos equipamentos acaba por melhorar a rentabilidade de toda a cadeia, além de explorar um mercado com um potencial enorme de crescimento de suas receitas.
E a Track & Field, que com um modelo inovador de gestão de marca associado a um crescimento por meio de franquias, criou uma linha de produtos de alto valor agregado ligados a prática de esportes saudáveis, que é cada vez mais desejada e admirada pelos seus seguidores, digo consumidores.
Em ambas as novas posições encontramos bastante valor, que na medida que seus negócios se desenvolvam e fiquem mais evidenciados para o mercado, devem se refletir no preço de suas ações.
Diante de um mês de agosto de ajustes de preços das ações, continuamos a acreditar que em setembro, a sequência da flexibilização da política monetária somada a disciplina fiscal, e a uma melhora do ambiente externo, tragam fluxos financeiros para o nosso mercado, levando a uma melhor precificação das ações.
Seguimos com o foco na nossa estratégia de longo prazo associada a uma análise profunda das empresas e dos seus negócios, acreditando que o potencial de valorização do nosso portfólio está na casa dos 100%, sempre mirando num horizonte
de até 3 anos, tomando como base os preços praticados no mês, comparado com os preços alvos das nossas análises e do próprio mercado.
Bom é isso!!! Esses foram os destaques do mês de agosto de 2023.
Até Mais!!!!!
